Wagner deseja um carnaval de paz, alegria e moderação

Por Daniel Thame

 

 

 

O governador Jaques Wagner dedicou boa parte de seu programa de rádio desta semana para falar sobre o Carnaval da Bahia com a recomendação de uma festa tranquila e de muita alegria, mas sem excessos. “Brinquem um carnaval de muita paz. Se beber, não dirija. Não vamos exagerar na bebida”, disse ao saudar baianos e turistas que vão participar da festa.

No programa produzido pela Assessoria Geral de Comunicação do governo da Bahia (Agecom), Wagner detalhou os investimentos de R$ 50 milhões do Estado para garantir a infraestutura do carnaval. Ele também revelou a vinda da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e citou as viagens para Barreiras e Brasília ainda esta semana, além de desejar sucesso à nova presidente do Tribunal de Justiça, a desembargadora Telma Brito, que tomou posse nesta segunda (8).

O governador lembrou que metade dos investimentos no Carnaval foi aplicada na área da Segurança Pública com o uso de moderna tecnologia, de câmeras de vídeomonitoramento e mais de 16 mil policiais - só em Salvador. Entre as outras áreas em que o Governo do Estado destinou recursos estão a Saúde, a Cultura e o Turismo com receptivo, callcenter 24 horas e em três línguas, com guias espalhados pelas ruas do circuito. “É um momento alto, onde, mais uma vez, nós, baianos, vamos provar que com a nossa hospitalidade e com muito profissionalismo na organização vamos continuar fazendo a maior festa popular a céu aberto do mundo, que é o Carnaval de Salvador”.

Como forma de dotar a festa de grandes atrações e apoiar a organização de blocos de matriz africana, o carnaval nos bairros, a programação no Pelourinho e os trios independentes, o governador pontuou que o planejamento teve um foco bem definido, “garantir que o chamado folião pipoca – aquele que não teve dinheiro para comprar uma camiseta, um abadá – também tenha atrações sem corda, de tal forma que a nossa gente, os baianos e os turistas, possam se divertir”.

Ao fazer uma avaliação sobre o retorno que o carnaval promove para a imagem da Bahia, o Turismo e a economia, Wagner enfatizou que as estimativas são bem otimistas quando o assunto é a geração de emprego e renda para a população. “Mais de 100 mil empregos gerados nesse período, de pessoas que vão trabalhar na festa. Os hotéis estão todos cheios. Para quem dirige táxi é importante, para quem trabalha em bares e restaurantes também”, enumerou.

Viagens – Apesar do clima de festa na Bahia, o governador acentuou que a agenda de trabalho continua com viagens ao interior do estado para entrega de obras e serviços e à capital federal para busca de mais investimentos. Em Barreiras, na terça-feira (9), haverá a assinatura da ordem de serviço para início das obras do sistema de esgotamento sanitário e ampliação do abastecimento de água na cidade. “É uma obra da ordem de R$78 milhões. Na verdade, essa é maior obra dos últimos 50 anos em Barreiras, o que me orgulha muito porque o meu carinho pelo Oeste é muito grande”, reforçou.

Já em Brasília, na quinta-feira (11), Wagner tem vários encontros com o Ministério de Minas e Energia, com o Supremo Tribunal Federal e com a Caixa Econômica Federal, em busca de mais recursos - particularmente no programa Minha Casa, Minha Vida. Tudo isso no mesmo dia do início do Carnaval de Salvador. “Espero que, mais uma vez, seja um carnaval de paz, mas a gente continua trabalhando muito”.

 

 

Marina, assim não dá!

Assim que ex-ministra e ex-senadora Marina Silva lançou sua candidatura à presidência no fim do ano passado, pelo Partido Verde, tive um encontro informal com um dos coordenadores da campanha dela. Ele estava contente com as capas das revistas semanais, que estampavam a candidata como a "novidade" das eleições de 2010. Eu admiro a Marina, mulher de fibra e conteúdo. Eu a conheci rapidamente, numa das idas a Brasília, no início dos anos 2000, por intermédio do então comentarista de política do jornal tarde da noite, em que trabalhávamos, Franklin Martins. Acho que Marina é dona de texto e retórica brilhantes e suas inquietações em relação ao meio ambiente são muito parecidas com as minhas. Afinal, quem com bom juízo não crê que a sustentabilidade é a melhor forma de crescer sem agredir e, ao mesmo tempo, distribuir melhor a riqueza. Mas tenho minhas críticas a seu pragmatismo político e já as formalizei quando, em 2008, por exemplo, ela declarou apoio a Fernando Gabeira, à prefeitura do Rio de Janeiro. Naquele momento, a candidatura Gabeira servia claramente aos interesses mesquinhos de organizações que estão na base da nossa pobreza e desigualdade. São responsáveis por deixar nosso país nas trevas nos ultimos 30 e tantos anos. Por isso, achei sua atitude inadimissível e, até, oportunista. Por isso, diante do coordenador e entusiasta da candidatura de Marina, disse: - Assim ela não decola. Primeiro, porque o PV está aliado ao que há de pior na política brasileira hoje e, segundo, porque o discurso dela é de classe média, descolado da realidade de um Brasil que ainda precisa de comida, saneamento básico, educação, saúde, transporte e trabalho dignos. Não que o modelo que ela defenda não contemple tudo isso, mas a lógica do discurso é elitista. O amigo me respondeu que o PV estava decidido a seguir sem o PSDB, a começar por São Paulo e estava concentrado em fazer um discurso mais popular, não populista. Na ocasião desejei sucesso à caminhada. Porém, recebo frustrado a notícia de que o deputado Fernando Gabeira será o candidato ao governo do Rio, numa chapa composta pelo PV, PSDB (com o vice), DEM e PPS. Isso sem contar os rumores de uma aproximação entre ela e o PSDB paulista. Portanto, só cabe dizer: - Marina, assim não dá!

 

Postado por Marco Aurélio Mello, do site: http://maureliomello.blogspot.com/

A charge do dia: Serra com medo de enfrentar Dilma


Charge de Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE).

Karl versus Adam

 

 

 

 

 

 

Alguém já parou para pensar no que PT e PSDB têm a exibir em seus currículos? Não me refiro a escândalos, porque cada lado faz acusações mais escabrosas ao outro. Refiro-me a currículo, e currículo é o que um candidato a qualquer coisa tem a apresentar como pretensa prova de experiência e desempenho.

Quando se fala em disputa política nacional, ao menos nos últimos quinze anos fala-se em PT e PSDB. No entanto, fala-se pouco, porque, no Brasil e no resto do Terceiro Mundo, os povos ainda se prendem a nomes em vez de atentarem às siglas partidárias, o que torna os partidos fracos e os projetos políticos voluntaristas e com um quê de aventureiros.

Cada um que pense o que quiser, mas quem vem ler o que escrevo está em busca da opinião de quem escreve, seja para analisar de verdade ou para concordar ou discordar sistematicamente. Desta maneira, vou lhes dizer, com honestidade, o que acho que o Brasil enxerga quando pensa em PT e PSDB. Mas só quando pensa, porque não costuma pensar no assunto.

Note-se, porém, que não dá para tratar de situações regionais. Indo ao Sudeste, encontraremos a balança pendendo para os tucanos. Se formos ao Nordeste, a encontraremos pendendo para os petistas. Em todo o Brasil, porém, a maioria pende é para nomes de pessoas, sem atentar para o que representa a sigla partidária a que pertence aquele nome.

No Primeiro Mundo é diferente, ainda que a situação econômica deste, atualmente, seja sinônimo de incompetência e de irresponsabilidade. Mas não podemos nos esquecer de que, antes de mergulhar na utopia neoliberal, os países industrializados, com exceção dos Estados Unidos, produziram o Estado do Bem Estar Social, o dito Welfare State.

Uma filha está estudando inglês na Austrália e trabalhando para pagar seus estudos. Ganha mais do que um engenheiro no Brasil trabalhando como baby-sitter (babá) e housekeeper (empregada doméstica que trabalha por hora). A tia do noivo de minha Gabriela é housekeeper no Texas e ganha mais do que muito executivo de multinacional.

Sempre digo que o Primeiro Mundo atingiu esse estágio de bem-estar social (menor nos EUA, que copiamos, e maior na Europa, que fazemos questão de não copiar) porque esses povos aprenderam a manter os políticos sob rédea curta exigindo deles programas claros, que são debatidos à exaustão nas campanhas eleitorais.

Direita e esquerda têm propostas bem definidas até nos EUA. Barack Obama propôs e começa a implantar um sistema de saúde pública que os republicanos não queriam dar. Na Europa, direita e esquerda se enfrentam com propostas de “realismo” político e econômico, de um lado, e de aumento do Welfare State de outro.

No Brasil, os currículos partidários dos representantes da direita e da esquerda são muito claros. O PT pode dizer que em seu governo o país cresceu e se desenvolveu, que as camadas mais humildes da população melhoraram muito de vida e que no governo do PSDB sofremos com quebradeiras, estagnação, desemprego e até inflação.

São Paulo, com seu caos social e urbano, ou o Rio Grande do Sul, com seus escândalos e visível piora no padrão de vida de um Estado que, até então, tinha a melhor qualidade de vida do país, em uma sociedade atenta estes fatos constituir-se-iam – ou constituir-se-ão? – em uma barreira intransponível para um candidato a presidente do PSDB.

Já no caso do governo Lula, sua obra social e econômica é conhecida no mundo inteiro. Obra que se contrapõe ao governo FHC, que começou e terminou com recessão, inflação e desemprego, entre outros problemas trágicos.

Em 2002, o país desafiou o discurso do medo, então dito por Regina Duarte, e, pela primeira vez, elegeu um presidente da República de origem popular. Em 2006, em meio à maior campanha difamatória da história recente, votou contra a mídia e o PSDB.

Apesar do discurso da mídia e do próprio PSDB de que o que foi feito de bom por este governo não foi mais do que continuar fazendo o que fazia o governo anterior e de que o que continua ruim pertence só ao presente, os arquivos dos jornais estão coalhados de divergências dos partidos quanto à política econômica e ao social, e mostram quanto foi feito à revelia da mentalidade tucana nos últimos sete anos e tanto.

Neste ano, o Brasil fará a mais importante das suas entrevistas de emprego. O maior contingente de eleitores da história contratará um funcionário público – ou uma funcionária – para conduzir o magnífico processo desenvolvimentista que ora vivemos, e o instrumento para definir essa contratação (o currículo) favorece o PT.

Está se desenhando, pois, a escolha política que será imposta à sociedade neste ano, entre um Estado forte e um mercado libertino. De um lado, o PSDB oferecerá o “livre mercado” e bradará sobre “o fim do socialismo”, e, de outro, o PT mostrará no que foi que o neoliberalismo deu e o que o Estado pode fazer quando está a serviço da maioria.

Creiam-me, esse será o mote da eleição presidencial deste ano. A direita pode não gostar, mas, depois de tanto tempo, Karl Marx e Adam Smith, dentro das circunstâncias contemporâneas, voltarão a se enfrentar no Brasil. Agora, como nunca, pela Presidência da República, por mais que Adam mostre que lutará mascarado.  

Finalmente, quero poupar trabalho aos que virão dar exemplos de que o governo Lula seria tão neoliberal quanto o PSDB. É a ideologia Heloísa Helena, que diz que resolveria todos os problemas sociais brasileiros com uma canetada no primeiro dia de um seu eventual governo – acreditem, ela chegou ao ponto de dizer isso de verdade, ouvi num programa de rádio uma vez.

Há anos que digo que há um processo em curso no Brasil. Um processo lento, no qual foi preciso aceitar imposições do mercado que, se não fossem aceitas, levariam a investidas do capital transnacional que nos quebrariam. Tivemos que jogar o jogo, até aqui, dentro das regras dos países ricos.

Dilma Rousseff e o PT significam mais Estado e menos libertinagem do “mercado”; Serra e o PSDB, pode-se mensurar o que representam olhando-se o que fizeram no governo do Brasil e em São Paulo.

Alguém consegue dizer alguma obra social de relevo do governo paulista? A principal obra do governo Serra, nos últimos tempos, foi a lei de alcagüetagem dos fumantes, e de um governo Yeda Crusius, contenção de gastos e afasia do Estado – a corrupção é outro assunto. Já nos governos Lula e Marta Suplicy, por exemplo, há um Bolsa Família ou os CEUs e o bilhete único.

Durante a crise econômica, cujo auge foi entre o fim de 2008 e meados de 2009, ficou claro quem é quem (Karl ou Adam) na política brasileira. Enquanto Lula pôs o Estado para funcionar, Serra e Kassab fizeram-no se retrair, parar de gastar, o que está rendendo muita dor de cabeça aos paulistas, como se está vendo.

Aliás, o embate entre Estado e mercado já começou. Os tucanos se posicionaram abertamente contra o protagonismo do primeiro e a favor da supremacia do segundo, em consonância com o que fizeram durante a década de 1990, o que mostra que eles não mudaram. Sobretudo por continuarem chamando programas sociais de “esmolas”.

Os tucanos querem que as multinacionais estrangeiras do petróleo abocanhem o pré-sal, querem redirecionar os negócios externos para os países ricos e acalentam, em privado, inclinações privatizantes, ainda que hesitem em sair do armário. A eleição de Serra seria uma farra do mercado, uma nuvem de gafanhotos que, mais uma vez, roubaria o país.

No Brasil contemporâneo, Karl é nosso melhor amigo e Adam, uma ameaça. E são eles que disputarão a Presidência da República, queiram a direita e a ultra-esquerda ou não. 



 Escrito por Eduardo Guimarães

Wagner propõe mutirão contra o uso do crack e o tráfico de drogas

O governador Jaques Wagner pediu um maior engajamento da sociedade no combate ao uso do crack e ao tráfico de drogas na Bahia. “É um mundo que eu só conheço duas portas de saída: ou a cadeia ou o cemitério”, disse ao enfatizar que a prevenção é fundamental para se evitar que a estatística de 8 homicídios em cada dez  assassinatos de jovens continue sendo alimentada pelas drogas, ou por uso ou por tráfico. “É preciso um verdadeiro mutirão da sociedade, das famílias, dos professores, de padre, de pastor, de técnico de futebol, de regente das nossas filarmônicas e fanfarras no interior. Todo mundo num mutirão contra o uso de drogas”, completou.

Wagner também falou sobre a preparação para o Carnaval, principalmente no que diz respeito à proteção dos foliões, e fez um balanço das últimas ações que a Segurança Pública realizou com sucesso na última semana. O governador comentou ainda a realização do Fórum Social Mundial Temático, realizado em Salvador no último final de semana.


CARNAVAL

De acordo com ele, as secretarias de Turismo, Segurança Pública e Saúde, que são as que mais diretamente têm interface com o Carnaval, já têm a tradição de fazer uma bela festa. E lembrou que na área de segurança, são 21 mil agentes nesse período, atuando em todo o estado, que conta também com muitos equipamentos novos de comunicação.

A expectativa é que a festa atraia cerca de dois milhões de turistas para o estado. “Estamos aí com a Operação Verão em curso e eu tenho certeza que o Carnaval deste ano vai ser uma belíssima festa, onde nós vamos mostrar que o povo baiano é bom de serviço e bom de brincar”, pontuou.

Sobre a Operação Verão, Wagner frisou que esta é a estação do ano em que o estado recebe o maior número de turistas. “A gente mobiliza na ordem de 10,2 mil homens especificamente na Operação Verão, evidentemente nos pontos mais turísticos da capital e do interior”, afirmou. Segundo ele, só em Salvador são 6,4 mil homens atuando na orla e nos pontos turísticos de maior importância.

 

ANTÔNIO BARRETO:BOICOTE À BOBAGEM E AO BESTEIROL

Autor: Antonio Barreto, Natural de Santa Bárbara-BA,
Residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Da valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão fuleiro ‘
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ninguém ‘zé-’
Um Escravo da Ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde fervilha uma bobagem
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme armadilha ‘.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas meninas e esses meninos
Que tem cara de bundão.

O seu pai e sua mãe uma,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com especial esforço.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas Inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A Ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de Educação
Precisa de gente grande
Para dar lição boa
Mas você na Rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda Rouco
Paga impostos, ganha pouco:
HERÓI Povo, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera uma esperteza
A malandragem, uma baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e uma inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“Professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
O deseducando Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de Esperança
Educação e atitude
Porém a Mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço Luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A adrenalina gastar:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos emburrecer “
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que uma exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um Mercador da Ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita nenhum trabalho seu
E escute seu coração.

E vocês caros Irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não considere sua grana a Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Desnecessárias bastante
Pra esses desocupados.

A Loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E evolução também
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
E Vamos ficar calados
Diante de Engañadores?

Barreto’na assim termina
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja a força do mal …
ELeve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal …

 

Postado por: http://mariafro.wordpress.com/

Tucano: "há muita água pra rolar debaixo da ponte"

Por Rodrigo Vianna

 

 

         A água que rola debaixo da ponte é barrenta: enxurrada pode levar embora a candidatura de Serra?

Depois das pesquisas Vox Populi e CNT/Sensus, a mostrar que Dilma se aproxima de Serra, nao resisti e liguei para um bom amigo tucano (nao sou sectário, tenho amigos tucanos, palmeirenses e até sãopaulinos), e provoquei: "desse jeito o Serra desiste, e voces vao ter que chamar o FHC pra ser candidato!"

Ele devolveu, com um ar de sabedoria - "calma, até outubro ainda há muita água pra rolar debaixo da ponte."

Argumentei que essa nao é uma boa expressão para ser usada pelos tucanos, especialmente em São Paulo.

A água que passa debaixo da ponte inunda as ruas, irrita os eleitores, e lança Serra no lamaçal da dúvida.

A água que passa debaixo da ponte carrega votos para Dilma.

A água que passa debaixo da ponte desmente as profecias de Montenegro - o botafoguense do IBOPE - que previu há um ano: "Dilma terá dificuldade para passar dos 15%."

A essa altura, meu bom amigo ja tinha desligado. E olhe que ele nem é palmeirense.

Falando nisso, vou ligar agora para outro bom amigo, palmeirense...   Vou perguntar se ele acredita que o Palestra sobrevive na Primeira Divisão, com esse time que perdeu ontem para o Corinthians, jogando 80 minutos com um jogador a mais.

Talvez ele diga: "calma, ainda há muita água pra rolar debaixo da ponte."

Nao, esse outro amigo é palmeirense, mas nao é tucano. Vai é me mandar mergulhar de cabeça no Tiete. Algo que não pretendo fazer, sem autorização do Montenegro e do Serra - que, aliás, torce para o Palmeiras.

A Imprensa Brasileira em: Divulgando Pesquisas sobre eleição presidencial

Do site por quantotempodura

 

Vox Populi: Desde dezembro, Dilma subiu 10 pontos, Serra caiu 5

Por http://www.viomundo.com.br/

DILMA.jpg

Outro cenário:

Sem Ciro, Serra tem 38%, Dilma 29% e Marina 8%

Segundo turno, Serra manteve 46%, Dilma passou de 32 para 35%

30% disseram que com certeza votariam em um candidato indicado por Lula.

Como estava em 10 de dezembro de 2009:

SERRA.jpg


Governo da Bahia entrega 65 novas viaturas policiais

Por Daniel Thame

 

Para reforçar a segurança pública em Salvador e no interior do estado, foram entregues 65 viaturas para as polícias Militar e Civil e Departamento de Polícia Técnica (DPT). No total, foram adquiridos 38 veículos e alugados outros 27, modelo Volkswagen Gol, não-padronizados, para investigação, com investimento de R$ 2,8 milhões. Os veículos serão utilizados no programa Ronda nos Bairros, no reforço do policiamento da região de Tancredo Neves e Suburbana, investigação da polícia civil e remoção de cadáveres.

Segundo o Secretário Estadual da Segurança Pública, César Nunes, até o final de março serão adquiridas 1.145 novas viaturas, a fim de intensificar o policiamento ostensivo e as investigações. “A prioridade para a segurança pública este ano é intensificar cada vez mais o policiamento ostensivo e desarticular quadrilhas de tráfico de drogas”, disse.

O governador Jaques Wagner afirmou que o Estado tem investido na melhoria da segurança pública na Bahia, por meio da capacitação e contratação de policiais, na compra de equipamentos, como munição, coletes à prova de bala, viaturas, na reforma de delegacias e na construção de presídios.

“O investimento em segurança é em longo prazo e tem duas vertentes. A primeira passa pela repressão e punição para os que infringiram a lei, e a segunda é a prevenção, por meio da educação, esporte, saúde, geração de emprego e política de habitação. Segurança envolve os carros que estamos entregando, mas é também os 172 mil empregos que a Bahia conseguiu gerar em três anos. Com inclusão social iremos garantir ainda mais segurança”, ressaltou o governador.

 

Ferrovia Oeste-Leste já tem R$ 1 bilhão para 2010

 

A construção da Ferrovia da Integração Oeste-Leste recebeu, no Orçamento da União para 2010, o valor de R$ 1,046 bilhão, o que significa que já estão assegurados recursos para o início da obra, cuja extensão total é de 1.516 quilômetros, sendo 1,1 mil dentro do estado da Bahia. O Orçamento da União foi sancionado esta semana pelo presidente Lula.

 

Para garantir o cronograma, foi realizada ontem, no Gabinete Civil da Presidência da República, reunião entre a subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Miriam Belchior, e a secretária da Casa Civil do Governo da Bahia, Eva Maria Chiavon e outras autoridades.

 

Os representantes do governo federal informaram que, pelo cronograma acertado, o início do primeiro trecho, de Ilhéus a Caitité, está previsto para este primeiro semestre e a conclusão deve se dar em julho de 2012, o que foi bem recebido pelos investidores da obra, na medida em que podem planejar investimentos na região, principalmente, na área de mineração.

 

Os empresários da BML reiteraram a proposta de assinatura de contrato para a utilização da ferrovia. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que a proposta do governo federal neste sentido está em fase de conclusão, possivelmente, ao final de fevereiro.

 

O governo federal deixou claro que existe base legal definida para o contrato, no que se refere ao direito de utilização da ferrovia pelos investidores para viabilizar a exportação de minério e grãos produzidos na região.

 

Avaliação

 

“A reunião foi positiva e marcou avanço nas discussões entre os setores envolvidos com a obra da ferrovia, com a colaboração direta do Governo do Estado”, informou Chiavon. Segundo ela, foi importante para o governo federal mostrar aos investidores que a ferrovia é uma prioridade e faz parte dos planos estratégicos de logística de transporte do país. “Ou seja, a ferrovia é viável, importante e estratégica para os governos federal, Estadual e para os empresários”, acrescentou a secretária.

 

Além do decreto do presidente da República para declarar de utilidade pública para desapropriação total ou parcial as áreas localizadas nos trechos da ferrovia, os estudos ambientais estão avançados. Também já foi publicado, nesta terça-feira (26), o edital de convocação das audiências públicas. O Rima também já foi encaminhado aos municípios por onde passará a ferrovia. Estão sendo contratadas empresas para a elaboração dos projetos executivos correspondentes aos vários trechos da ferrovia.

 

Participaram da reunião o secretário Executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, os subchefes de Monitoramento Guilherme Ramalho, Julian Assis, e Maurício Muniz, além de representantes da ANTT, Bernardo Figueiredo, membros da Valec e os empresários da BML, Jerry Gorman, Promod Agarwal, Armando Santos, Clovis Torres, Elias Nigri e Patrick Lynch.

A cronologia da mentira - Parte 2

Sonia Montenegro

A contra-partida:

Caso 1 – Serra e o PSDB, os verdadeiros terroristas
Em 8 de junho de 2002, o megaespeculador húngaro naturalizado norte-americano George Soros, afirma: “O Brasil está condenado a eleger José Serra ou mergulhar no caos assim que um determinado governo Luiz Inácio Lula da Silva se instalar”. Poderia ser um palpite qualquer, mas não podemos esquecer que o megaespeculador era o patrão de Armínio Fraga, então presidente do Banco Central do governo FHC.

Mais pra frente, a “grande” atriz Regina Duarte fatura uns trocados na campanha de Serra, morta de medo de uma possível vitória do candidato da oposição, nosso querido presidente Lula. Medo de perder a estabilidade conquistada. O Serra, dizia ela que conhecia, que fez os genéricos e o combate a AIDS. “Isso dá medo na gente...” dizia ela.

Lula transformaria o Brasil numa “Argentina”, mas quem destruiu a Argentina foi o grande amigo de FHC, Carlos Menem, com a falsa paridade entre o dólar e o real, política adotada por FHC por todo o 1º mandato, prometendo mantê-la no 2º mandato, embora não tenha cumprido.

“Em outubro de 1998, o presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, foi reeleito para o cargo por um único motivo: tinha estabilizado o valor da moeda brasileira e, portanto, contido a inflação. Na verdade, não tinha. O real brasileiro estava ridiculamente supervalorizado. Mas com a aproximação das eleições, sua taxa de câmbio contra o dólar simplesmente desafiava a gravidade. Esse milagre levou Cardoso à linha de chegada com 54% dos votos. Mas não existem milagres. Quinze dias depois da posse de FHC, o real despencou e morreu. Seis meses depois da eleição, ele tinha aproximadamente a metade de seu valor no dia da eleição. A inflação aumentando e a economia implodindo. A taxa de aprovação de Cardoso, que se revelou um incompetente e uma farsa, caiu para 23% do eleitorado. Tarde demais. Ele já havia colocado a presidência no bolso”. Greg Palast, jornalista da BBC em entrevista à Revista Carta Capital em 10 de março de 2004.

Em 7 de novembro de 2004, FHC critica a estratégia do medo usada por Bush contra Kerry, esquecendo-se que essa foi a estratégia usada por ele contra o Lula, (radicalismo e perda da estabilidade do Real), e posteriormente adotada por Serra (nos exemplos citados acima).

Caso 2 - Não foi Serra quem criou o programa de combate a Aids
O Programa Nacional de Combate à AIDS foi criado no governo de José Sarney. A distribuição gratuita de AZT, foi uma providência do então Ministro da Saúde, Adib Jatene, no governo Collor. Os governos que sucederam deram força ao programa, mas foi o Dr. Adib Jatene, outra vez Ministro da Saúde, desta vez já no governo FHC, que possibilitou que o Brasil produzisse o AZT. Cadê o Serra?

Caso 3 - Serra não criou os medicamentos genéricos
Em 5 abril de 1993, o decreto 793 de autoria do Ministro da Saúde Jamil Haddad no governo Itamar Franco cria os medicamentos genéricos no Brasil. Jamil Haddad denunciou à imprensa, mas por motivos óbvios, não foi ouvido. Segundo Haddad, Serra provocou retrocesso na lei dos Genéricos, e suavizou para a indústria Farmacêutica.

Caso 4 - Serra mente quando afirma ser economista
O professor José Carlos de Assis, PhD em Física pelo MIT, escreveu no Jornal do Brasil em 17 de outubro de 2002: “Mas, paradoxalmente, falta também explicar uma questão muito estranha: por que ele (Serra) permitiu tantas ironias ao Sr. Lula, por não ter diploma de curso superior, apesar de ter profissão bem definida? O candidato ao governo, pasme leitor, não tem profissão: não é engenheiro nem economista. Custa muito acreditar”. Esse é apenas um de diversos depoimentos que nunca foram desmentidos.

Caso 5 - Serra pede que não votem nele
Em 31 de agosto de 2004, no debate da TV Record na campanha para a prefeitura de São Paulo, José Serra se compromete a cumprir os 4 anos de mandato e pedir que não votem mais nele caso renuncie antes da hora. Renunciou para se candidatar ao governo do Estado, portanto, se temos vergonha na cara, o mínimo que podemos fazer é não votar nele!!!

Caso 6 - Serra não quebrou patente de remédio algum, como afirma
O Serra de fato ameaçou quebrar a patente do anti-retroviral Efavirenz, mas foi um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 4 de maio de 2007 que quebrou de fato a patente do medicamento, representando uma economia ao país de US$ 30 milhões/ano.

Caso 7 - Serra plagiador
Em 25 de abril de 2008, Vitor Frederico Kümpel, Juiz de Direito, condena o PSDB em ação movida por Hilton Acioli, autor do jingle de campanha política ‘Lula lá’, usado sem autorização na campanha de José Serra em 2002, ao pagamento da quantia de R$ 112.500,00 (para confirmar a notícia: http://espacovital.com.br/busca.php, busca pelo nome do autor Hilton Acioli.

Caso 8 - Serra mente que entende alguma coisa de saúde, embora tenha sido Ministro... da Saúde
Em 2 de maio de 2009, José Serra explica a Gripe A-H1N1: "Ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram. Portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho algum".

Caso 9 - Serra faz propaganda mentirosa da Sabesp no exterior, com dinheiro dos paulistas
Em sua coluna na Folha de São Paulo e em O Globo em 3 de maio de 2009, Elio Gaspari comenta a propaganda da SABESP na revista internacional "Foreign Policy", um encarte de 16 páginas sobre as "maravilhas" da administração tucana de São Paulo sob o título "Sweet smell of sucess". A propaganda de José Serra afirma que cuidam da boa qualidade da água e que esse serviço "continua na estação de tratamento de esgotos, afinal, reciclar a água é uma questão de honra para a Sabesp, honra e respeito”. Gaspari desmente e afirma que a SABESP despeja esgoto in natura em 6.670 pontos de rios e córregos de São Paulo. Propaganda cara e enganosa, paga pelo contribuinte.

Caso 10 - Serra é desmentido
Em 4 de junho de 2009, Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Ratings, contesta o governador de SP José Serra, que acusou a agência de estar “comprada” por especuladores, por rebaixar o rating de SP, perguntando quem a teria comprado. Para o economista, Serra deveria se ater à íntegra do relatório antes de emitir qualquer comentário, e que a avaliação diz respeito à emenda constitucional (que ele se empenhou para aprovar) que cria um teto para pagamento de precatórios, vista como uma oficialização do calote. É o caso de pessoas que processam o Estado, ganham na justiça mas morrem antes de receber.

Caso 11 - Serra mente para os pernambucanos. Ele pensa que nordestino é burro!
Em 3 de agosto de 2009, Assis Ângelo, o biógrafo de Luiz Gonzaga desmente José Serra, que em visita (campanha) a Exu (PE), cidade onde Gonzaga nasceu, afirmou ter sido amigo do compositor. Assis Ângelo afirma que Gonzaga nem conheceu e muito menos foi amigo de Serra.

Caso 12 - Serra mente até pra crianças
No dia 15 de setembro de 2009, Vandson Lima (Valor Econômico) fala sobre o evento promovido pelo PSDB, quando na saída, José Serra foi abordado por 2 meninos que foram cobrá-lo por uma promessa não cumprida: Serra garantiu aos garotos que lhes daria pipas e peões. Para demonstrar simpatia, Serra perguntou onde moravam, e a resposta não poderia ter sido mais constrangedora: “na rua, aqui na [Avenida] Rebouças, pertinho. Mora bastante gente lá”. O governador sacou algumas notas do bolso, e deu aos meninos.

Caso 13 - Serra é privatista. Doou a Vale e vai doar o pré-sal
Em 29 de novembro de 2009, FHC dá entrevista a Augusto Nunes, para a revista (não)Veja, onde declara que relutou muito em vender a Vale do Rio Doce e que José Serra foi um grande incentivador.

Poderia continuar essa lista das “enganações” do Serra, que não abragem o choque de “jestão” (alagão, etc), o “incino” (livros errados, impróprios, etc), os contratos com farta distribuição de verbas para o “imprensalão”, mas achei que 13 era uma ótima sugestão para acabar de vez com essa fanfarronice.

PS: Não consigo nomear a origem de tudo que está citado acima (exceto as já indicadas), tantas foram as consultas feitas, mas não seria honesta se não nomeasse a grande jornalista Conceição Lemes, autora de diversos textos que li para extrair muitas das informações.

A cronologia da mentira - Parte 1

Sonia Montenegro

Já que a grande estratégia da oposição para impedir o crescimento da pré-candidata à sucessão de Lula, Dilma Rousseff, é acusá-la de mentirosa, vale a pena lembrar quem de fato mente:

Caso 1 - Dossiê anti-FHC
Em 9 de maio de 2005, o Arthur Virgílio Neto, senador (PSDB-AM), solicita à Casa Civil, sob o comando da Ministra Dilma Rousseff, um levantamento dos gastos cartões corporativos e contas tipo B, do período 1995-2002 (mandato FHC). Ela informa ao senador que a Casa Civil, por recomendação do TCU, está organizando um Banco de Dados das despesas efetuadas pelo Governo Federal, mas está dando prioridade ao período do mandato do Presidente Lula, mas que oportunamente, retroagirá aos mandatos anteriores. Neste momento ele fica sabendo que é intenção da Casa Civil colocar no Banco de Dados também as informações relativas ao governo FHC. Esse fato foi lembrado pela Dilma quando compareceu ao Senado, na frente do tucano, que não a contestou.

No dia 26 de março de 2008, a Revista (não)Veja publica matéria na qual acusa a Ministra Dilma Rousseff, de “montar dossiê” com as despesas pagas com o dinheiro público pelo ex-presidente FHC, hipoteticamente, para chantagear a oposição. As supostas “denúncias” em nada denegriam o suposto “acusado”, deixando no ar a pergunta: para que montar um dossiê contra uma pessoa que não traz nada de grave contra ela, principalmente quando sabemos que motivos não faltam?

No dia 3 de abril de 2008, o jornalista Ricardo Noblat diz em seu blog que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) era o informante da reportagem da revista (não)Veja sobre o chamado “dossiê”. No dia seguinte, Álvaro Dias reconhece ter passado as informações para a revista. Se fosse de fato uma peça contra o ex-presidente FHC, por que vasá-lo para seus aliados?

Em 6 de abril de 2008, Dom Angélico Bernardino, bispo (SC), sobre as discussões em CPI’s e dossiês: “Fico preocupado quando vejo o Legislativo gastando tanto tempo em discussões que não têm levado a nada, enquanto projetos importantes ficam engavetados. Isso também é corrupção”.

Em 7 de abril de 2008, Luiz Nassif: “O clima ficou pesado com essa guerra irracional em torno do relatório de despesas do Planalto - que alguns teimam em chamar de dossiê. Que tal baixarmos a bola, aqui, e retomarmos as discussões mais técnicas e menos passionais?” No mesmo dia, governadores do Norte e Nordeste vão ao presidente Lula, solicitar ajuda para os desabrigados pelas enchentes, que edita uma medida provisória, liberando R$ 540 milhões para ações emergenciais, mas a oposição não aprova, porque está ocupada com golpes e dossiês.

No dia 7 de maio de 2008, a Ministra Dilma Rousseff, em sessão no Congresso, coloca o senador Agripino Maia (Arena/PDS/PFL/DEM-RN) em saia-justa: ele afirma que ela confessara ter mentido em interrogatório sob tortura na ditadura, e insinua que ela poderia estar mentindo aos parlamentares naquele momento. Ela afirma que tinha na época 19 anos, que ficou 3 anos na cadeia, que foi barbaramente torturada e que, naquelas circunstâncias, fácil era falar a verdade e colocar em risco a vida dos companheiros, e que mentir podia salvar vidas. Disse ter orgulho por ter lutado contra a ditadura, enquanto ele batalhava para mantê-la (ou seja, mamava nas tetas). Também se disse favorável à abertura das contas de todos os presidentes, logo após o fim de seus mandatos.

Em 21 de maio de 2008, Merval Pereira colunista de O Globo, afirma que Álvaro Dias declarou à rádio CBN, das Organizações Globo, que pediu a seu assessor André Fernandes que conseguisse o que acabou se chamando “dossiê”, com os gastos do ex-presidente FHC, o que comprova ter sido uma “armação” da oposição e da imprensa para incriminar pessoas inocentes. Chegaram a exigir que a Ministra demitisse sua assessora, Erenice Guerra. Denunciaram, julgaram e condenaram, mesmo sabendo tratar-se de uma farsa.

Finalmente, em 30 de junho de 2008, a Comissão de Ética Pública arquiva o processo do DEM e PSDB contra a ministra Dilma Rousseff no suposto episódio da montagem de um “dossiê” com gastos da gestão FHC com os cartões corporativos, provando que a iniciativa era puramente golpista. Sepúlveda Pertence afirmou que as explicações da ministra convenceram, ou seja, que a Casa Civil montou um banco de dados e não um dossiê, que os senadores já tinham conhecimento prévio do fato e que as denúncias não se baseavam em fatos, mas em matérias jornalísticas. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh! Mais uma CPI para gastar o dinheiro público, aparecer na TV e enganar os trouxas.

Caso 2 – Ficha de Dilma no Dops
Em 5 de abril de 2009, o Jornal Folha de São Paulo publica uma ficha da Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff cuja origem é atribuída ao DOPS, na qual ela era acusada de terrorista e assaltante de banco. Publica também uma entrevista com Antonio Roberto Espinosa, que daria respaldo à matéria, porém, ao ler, Espinosa nega as afirmações atribuídas a ele e desafia o Jornal a publicar em seu site as fitas da entrevista gravada, mas o Jornal não o faz.
A ficha foi identificada como falsa por 5 institutos especializados em análise de documentos, feita na internet, em época que ela não existia.

Caso 3 - Lina Vieira
Em 10 de maio de 2009, Lina Vieira “deixa vazar” para imprensa, que a Petrobras havia mudado o regime tributário ao qual estava submetida, de caixa para competência, para se beneficiar de um crédito de R$ 3,9 bilhões, o que dará ensejo à oposição de fazer uma CPI da Petrobras. O jornal O Globo - RJ publica matéria intitulada “Artifício faz Petrobras pagar menos imposto”, denunciando suposta sonegação fiscal da Petrobras.

Em 18 de maio de 2009, apesar das explicações da empresa, da Receita e diversos tributaristas atestando a legalidade da opção adotada, e não apenas pela Petrobras, mas também por diversas empresas, a oposição ainda insiste em gastar o nosso dinheirinho e criar a CPI para investigar a Petrobras. Desconfia-se que as verdadeiras razões sejam puramente políticas, para parar o Senado e com a ajuda da imprensa atrapalhar a votação de uma lei mais nacionalista para o petróleo do pré-sal, como quer o presidente Lula.

Em 20 de maio de 2009, surge a revelação da ligação de Lina Vieira com o senador Agripino Maia (de novo), e que é casada com um ex-ministro de FHC, ambos de ferrenha oposição ao governo Lula, privatistas e neoliberais entreguistas.

Em 15 de julho de 2009, Lina Vieira é demitida da Receita Federal, pela queda na arrecadação bem superior à queda do PIB causada pela crise mundial. A imprensa acusa o governo de retaliação pela denúncia feita à Petrobras. Curioso é que antes, a imprensa criticava Lina Vieira por estar aparelhando a Receita e pela queda na arrecadação. Curiosamente a maior queda foi a dos grandes contribuintes (grupo que ela prometia maior rigor), de -27,9% de janeiro a julho, comparado ao mesmo período do ano anterior.

Em 16 de julho de 2009, Lina Vieira, ex-secretária da Receita, em entrevista à Folha de São Paulo diz que “muitas empresas utilizaram o mesmo mecanismo previsto em lei.” Mas ela acusou única e exclusivamente a Petrobras. Por que?

Mas os planos maléficos de Dona Lina ainda não estariam concluídos. No dia 9 de agosto de 2009, ela concede uma entrevista ao desmoralizado jornal Folha de São Paulo, e nela acusa a ministra Dilma Rousseff de, em uma reunião próxima ao Natal de 2008, ter pedido que ela acelerasse as investigações contra Fernando Sarney. Ela afirma que entendeu como uma instrução para “aliviar” a investigação. A ilação de Lina vira verdade para a imprensa, ainda que a Dilma tenha negado o encontro e o pedido. O ônus da prova que cabe à acusadora, é cobrado de Dilma. Lina não sabia a data da reunião, reconheceu que não constava de sua agenda, como também não constava da agenda da Ministra, mas a imprensa prefere acreditar na "interpretação" de Lina, em vez da negação veemente de Dilma e ausência de fatos comprobatórios.

Porém, no dia 25 de agosto de 2009, em entrevista ao programa “Entre Aspas” da Globonews, o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel no governo FHC, desmonta os argumentos da ex-secretária Lina Vieira: “Quem está absolutamente certa é a Petrobrás”. Sobre a acusação do que a Ministra Dilma Rousseff teria dito, afirma: “se tivesse havido o diálogo, deveria ter sido denunciado na ocasião, e como não fez, pode agora ser condenada por prevaricação”. Mesmo após Dona Lina ser desmascarada, a imprensa ainda mantém a sua falsa versão, para colar em Dilma Rousseff a fama de mentirosa.

Caso 4 - Sergio Guerra
Em 13 de janeiro de 2010, em entrevista à revista (não)Veja Sergio Guerra, presidente do PSDB, faz mais uma tentativa de colar a imagem de “mentirosa” na Ministra Dilma: “Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas”.

Diz mais:
Mudanças substanciais na política econômica: "Sem dúvida nenhuma. Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes. Nós não estamos de acordo com a taxa de juros que está aí, com o câmbio que está aí." A cara de pau do senador é tamanha, que ousa falar de taxa de juros. Quando Lula assumiu o governo, em 1 de janeiro de 2003, a taxa de juros era de 25%. Em 22 de julho de 2009, o Banco Central do Brasil reduz a taxa de juros em 1 ponto percentual, para 8,25%, a menor na história do país. Mas em 10 de setembro de 1998, no governo FHC, os juros explodiram, chegando a 42,12%. , o que levou Stefan Salej, presidente da Federação das Indústrias de MG, na época a declarar “Nem a prostituição tem retorno maior que a taxa de juros”.
PAC: "Isso é o PAC na realidade - e nós vamos acabar com ele." Porém o senador Sergio Guerra não gostou quando a Ministra Dilma, em inauguração de uma obra do PAC, disse que o presidente do PSDB tinha declarado que se eles ganhassem a eleição acabariam com o PAC. Afinal de contas, o PAC é uma obra de ficção, um programa eleitoreiro ou uma realidade?
Mensalão do PSDB: "Eu não concordo que tenha havido mensalão em Minas. O senador Azeredo é um dos homens públicos mais íntegros do país. Temos certeza de que ele será inocentado no STF." Ou seja: “As pessoas comumente criticam nos outros os defeitos que não vêem nelas próprias”. B. Calheiros Bomfim.

"NOSSO TRABALHO É ILUMINAR AS TOCAS..."

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Peça publicitária encafuada na revista Veja, de 7 de outubro de 2009, que acabamos de desentocar.
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(se tiver estômago, clique na imagem para ampliá-la)

Vox Populi está rouca

 

A metáfora do título cai como uma luva para o que está acontecendo com o instituto de pesquisas Vox Populi, o qual, segundo informações não oficiais (divulgadas pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo), estaria com “dificuldades” para “fechar” os resultados de uma pesquisa cuja prospecção encerrou-se faz dez dias hoje.

É estranho mesmo...  Não me lembro de outra pesquisa ter demorado tanto tempo para ser divulgada apesar de estar sendo tão anunciada e aguardada, pois é a primeira grande sondagem do eleitorado em 2010 depois de o brasileiro ter tido talvez o melhor Natal de sua vida –  do ponto de vista de fartura – quando o mundo ainda vive sua maior crise econômica em 80 anos.

Do lado da torcida petista, dizem que a TV Bandeirantes (que encomendou a pesquisa ao Vox Populi), veículo notoriamente serrista, estaria segurando o resultado porque é muito bom para Dilma; do lado da torcida tucana, dizem que o Vox Populi é petista e estaria segurando a pesquisa porque é ruim para Dilma.

É a escola de samba do crioulo doido. Nestes momentos, sinto-me meio ridículo por ter lado... Mas o fato é que um dos dois (petistas ou tucanos) tem razão. Essa pesquisa teve sua divulgação postergada por desagradar ou para desagradar alguém. Mas também pode ser para degradar alguém, e esse “alguém” é a própria instituição pesquisadora.

Explico: seja qual for o resultado da pesquisa, ele já foi prejudicado pela demora (sem explicações) na sua divulgação. Quando sair – e se sair –, o lado que se sentir agradado estará impedido –ou, ao menos, contido – para comemorar, pois o outro lado dirá, com razão, que aquele resultado seria “explicação” para a demora em ser divulgado.

E quem fica com a má fama? Quem fez a pesquisa, claro, ainda que quem a encomendou, ao não dar explicação nenhuma para o atraso em sua divulgação, possa ser posto sob suspeita com toda justiça.

Podemos ter uma indicação de que é isso o que está acontecendo quando vemos os resultados parciais da pesquisa que vêm sendo divulgados a conta-gotas pela Bandeirantes e quando vemos como os tucanos estão se comportando...

Ao proporem uma medida judicial junto ao TSE depois da outra contra suposta propaganda antecipada de Lula, ao insultarem uma ministra de Estado chamando-a de mentirosa, enfim, ao ficarem alardeando na mídia que controlam que só o outro lado faz proselitismo político enquanto Serra não faz outra coisa, tucanos e pefelês comportam-se como perdedores.

Lembram-se de Alckmin em 2006 ou de Serra em 2002 atacando com tudo e mais um pouco o “Lulinha paz e amor”? Pois é, meus caros, a oposição sabe de coisas que mal supõem nossas vãs filosofias, ou seja, que está precisando atacar.  E, em política, quem precisa atacar é quem está na frente ou quem está atrás?

Sabendo-se que o Vox Populi não teria interesse em se desmoralizar, e supondo-se que a Band é tucana – e ela é –, a pesquisa estaria demorando para ser divulgada porque seu resultado não agradou à emissora. Assim, como quando a pesquisa sair, depois de tanta demora, já sairá desmoralizada, o impacto indesejado que provocará será menor.

Faz sentido?


 Escrito por Eduardo Guimarães

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